Estou
resistindo até o último momento para escrever qualquer coisa sobre esse ‘dia
dos namorados’. É uma data tão importante que até já vi várias postagens do
tipo: minha eterna namorada! Amor de todos os meus dias! Mais um dia dos
namorados para mais um ano inteiro de namoro! O ano inteiro namoramos ansiosos
pelo dia dos namorados! E outras mais que são verdadeiras declarações de amor,
quer dizer, devo acreditar que sejam verdadeiras, pelo menos por hoje para não
estragar as ‘comemorações’ desse dia.
Seja
lá o que for, importa é que hajam namorados nesse dia, se não, o que seria do
comércio que abriu, ufa!, as portas dois dias antes, ansioso pelo amor que vai
às compras em tempos de pandemia. Exemplo do amor que arrisca a vida pelo bem-amado!
Não cheguei a tanto, sou do grupo de risco só pelo fato de já ter passado por
tantos dias dos namorados que até a conta não se faz mais dado o tamanho do
resultado.
É
bonito de ver os casais relembrando neste dia aqueles bons dias de convivência
e fazendo deles representantes de toda uma vida, duas, aliás, que se tornam em
uma, sem contar a terceira, ou o quarto, quiçá o quinto. Em geral são só dois
que se tornaram um na promessa do amor ‘que seja eterno enquanto dure’ (V.M)
Não
seria legal deixar de lembrar dos casais que já não são mais porque, pelo menos
um já não é mais. Lembranças neste dia fazer rir ou fazem chorar. Não há
lembrança que seja insensível. Da lembrança nunca podemos escapar. Ela está
ali, mais fiel do que o amor, quem dera pudéssemos dela escolher só as que
fazem rir.
Mas,
o que dizer dos separados? Pela Covid? Pelo desabraço? Pelo cansaço do amor que
não se cansa? Pela paixão que desapaixona? Ah!, Quem dera não houvera outro dia
após uma bela comemoração do dia dos namorados!
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