O ano começa, ou começou, em primeiro
de janeiro de acordo com o calendário gregoriano, instituído em 1582 pelo Papa
Gregório XIII e adotado gradualmente por quase todos os países do mundo. Um ano
velho se despede e um novo recebe as festividades promovidas por quem tem
dinheiro ou poder; governantes gastam milhões em shows pelo mundo à fora
mostrando para o povo sofrido como é bom ver o dinheiro dos impostos sendo
queimados em fogos coloridos e apresentações musicais ‘gratuitas’. A mídia,
devidamente patrocinada pelos empresários, convence até alguns pobres a comprarem
fogos e fazerem festas de esperança por um ano melhor.
Mal o ano começa e as dificuldades
vão aparecendo; os governos cobram impostos do carro e até das casas que foram
adquiridas há muitos anos novos e ainda não estão quitadas. As empresas abrem
as portas e um enxame de trabalhadores começam a produzir lucros para os
patrões; trinta dias depois chegam os salários para garantir que, afinal de
contas, nada mudou além do calendário.
Ano novo é sempre assim, mas às vezes acontecem coisas diferentes, como a invasão de um país por outro dominante. Os Estados Unidos, sob a liderança do extremista Donald Trump, ocuparam a Venezuela e prendeu o Presidente daquele país, e não era para restaurar a democracia, mas para que as empresas norte americanas pudessem se instalar e extrair o petróleo da maior reserva mundial conhecida.
Que impacto tem isso na minha vida?
Aparentemente nenhum! Os preços nos supermercados não aumentaram e nem
diminuíram por causa disso. Nem o Ano Novo e nem a prisão ilegal do Maduro
foram capazes de me trazer mais conforto e alegria. Na Venezuela os magnatas do
petróleo vão investir bilhões para lucrar ainda mais e fazer os Estados Unidos
grande de novo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário