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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

POESIA: CIZÂNIA


CIZÂNIA

 


Quem dera as palavras não ditas

Fossem ouvidas e entendidas

E as ditas e muito malditas,

Fossem logo esquecidas!

 

A dor que sinto no peito entorpece,

A cabeça pensa, a razão enobrece.

O coração descansa

E o olhar envaidece.

 

Dói a alma

Conflita o coração

A mente em profusão

Vesânia, eu preciso evitar o trauma.

 

O falatório ocupa espaço

Melhor seria deixa-lo vazio.

Inania verba, o lixo do vocabulário,

Cizânia, quem planta trigo, o joio conhece.

 

 (Elairton Paulo Gehlen)

 

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