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terça-feira, 9 de junho de 2020

MAS, O QUE É O CAPITALISMO? (Conjuntura parte 4)

(Um pouco de contexto)

 

Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados para identificar o período da história da Europa aproximadamente entre meados do século XIV e o fim do século XVI. Os estudiosos, contudo, não chegaram a um consenso sobre essa cronologia, havendo variações consideráveis nas datas conforme o autor. Apesar das transformações serem bem evidentes na culturasociedadeeconomiapolítica e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma evolução em relação às estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências.

Chamou-se Renascimento em virtude da intensa revalorização das referências da Antiguidade Clássica. ( Wikipédia, a enciclopédia livre).

Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas) e pregava maior liberdade econômica e política.

 

Meu permiti iniciar este texto com as informações acima para, minimamente, localizar o capitalismo no contexto histórico. Tem-se como referência histórica do capitalismo o processo da Revolução Industrial surgido na Inglaterra com a substituição dos teares manuais por mecânicos e a invenção das máquinas a vapor. Mas, é no período anterior, durante o Mercantilismo que ocorreram as mudanças sociais que irão dar fundamento ao capitalismo.

Então, ‘resumidamente resumido’, mercantilismo é o período em que as mercadorias eram precificadas pelo valor de uso, isto é, pela utilidade que elas tinham para o consumidor final. O Mercantilismo se localiza na história entre os séculos XV e XVII. Nesse período histórico, conhecido como renascimento, ocorreram as grandes mudanças culturais e científicas que levaram a uma revalorização da cultura e da filosofia ‘nascida’ na antiguidade, e em seguida, o iluminismo, período em que as ciências tiveram grande desenvolvimento, gerando novos conhecimentos e novos métodos de trabalho e possibilitando a descoberta de novos territórios.

Uma grande mudança no pensamento religioso também foi determinante nesse período. O Protestantismo, surgido pelo questionamento feito por Martinho Lutero nas 95 teses, em 31 de outubro de 1.517, sobre a venda de indulgências com a finalidade de diminuir as consequências dos pecados no purgatório, e teve impacto muito grande em toda a Europa ajudando a formar um novo pensamento sobre a ética no trabalho, como veremos abaixo.


 


segunda-feira, 8 de junho de 2020

DESENFORMAR OU DESINFORMAR?

Aproveitando a quarentena eu vejo televisão para saber das notícias, enquanto aplico na cozinha os conhecimentos de culinária que vejo no computador. Eu sou grupo de risco, daí que é melhor ficar em casa mesmo, pois a pandemia empurra para cima, com força, o gráfico das estatísticas que aparecem a cada dia, na televisão, claro. No computador também!

Para dizer a verdade, gosto mais do computador. Nele vou passando rapidamente pelas informações que não me interessam e fico vendo e reprisando as que me enchem de vontade de fazer coisas que antes da pandemia eu nem dava importância, tanta coisa tinha eu para fazer, coisas que agora parecem meio inúteis. Aprendi uma sobremesa deliciosa que se faz em menos de cinco minutos. Delícia! É só misturar leite condensado, creme de leite, leite em pó e gelatina sem gosto. Fácil, né? E com leite condensado qualquer coisa fica deliciosa!

Ontem tive que jogar fora uma receita nova, dizer: ‘receita nova’ é redundância. Todas as receitas para mim são novas. Eu estava tentando fazer um bolo quando a televisão informou que os dados sobre a pandemia não seriam mais divulgados pelo Ministério da Saúde. Fiquei meio atabalhoado. E agora? Como vou saber quanto tempo ainda tenho de quarentena se não se sabe a quantas anda o vírus?

Pelo sim, pelo não, encomendei ao supermercado nova remessa dos ingredientes e botei a mão na massa. Fiz o bolo, está no forno, enquanto escrevo essas mal traçadas linhas o gráfico das receitas que deram certo vai se distanciando das que não deram. Não fosse a informação, ou desinformação do Ministério da Saúde as certas já estariam em grande vantagem.

Não deu para perceber, mas parei a escrita por dez minutos para dar atenção total ao bolo. Seria ‘total’, não fosse a televisão ligada me dizer, outra vez, que o governo resolveu publicar informações contraditórias sobre o corona vírus. Olhei para o bolo, olhei para a televisão. Voltei a atenção para a cozinha, era preciso tirar o bolo da forma, aí é que veio a verdadeira confusão: Quem é que agora faz o quê? Eu e o governo, quem é que vai desinformar e quem é que vai desenformar? Alguém, por favor me ajude, o bolo está esperando. O povo também!

 

Elairton Paulo Gehlen


A CULPA É DO SISTEMA (Conjuntura parte 3)

O jeito mais fácil de ficar com a consciência tranquila é dizer que a culpa é do sistema. Claro que a culpa é do sistema! Mas, o que é sistema? Uma das definições do Dicionário on-line é: Modo de organização ou de estruturação administrativa, política, social e econômica de um Estado. Por mais que tenhamos vontade de culpar o político de plantão ou o que saiu, pelas crises, na verdade, eles são uma pequeníssima (mas muito importante) parte do sistema. O que define o sistema são as ideias que dão sustentação ao modelo de organização do estado. Esse conjunto de ideias se chama Ideologia. E o que faz com que o sistema funcione são os modos de produção social. Atualmente o modo de produção social de bens, serviços e mercadorias predominante no mundo é o Modo Capitalista e a ideologia predominante é o Neoliberalismo. 

Conhecer o modo como a sociedade está organizada e o conjunto de ideias que dão sustentação é fundamental para poder agir no meio social, caso contrário, é melhor ficar trancado dentro da igreja e clamar pela intervenção divina. O capitalismo se apresenta para a sociedade como o modelo ideal de produção por que é ‘motivador’. Quanto mais a sociedade produzir, mais renda vai gerar e poderá usufruir dos bens de consumo. Quanto mais bens de consumo disponíveis, mais os cidadãos serão motivados e maior será o desejo de consumo. Algumas igrejas chamam a isso de ‘Teoria da Prosperidade’. Para o capitalista, a sociedade não deve sentir prazer maior do que o desejo de consumir produtos ofertados pelo mercado. Sentir prazer é algo que todos querem experimentar. A filosofia chama esse desejo pelo prazer de Hedonismo. O filósofo Aristipo de Cirene (c. 435 - 356 a.C) concluiu que, independentemente de sua forma e origem, o prazer tem sempre o objetivo de diminuir a dor, sendo o único caminho para a conquista da felicidade. Quem não quer ser feliz?

Bem, se o capitalismo é capaz de produzir esse desejo e de alguma forma propor soluções para satisfazer os desejos, então precisamos saber o que, a final de contas é esse tal de capitalismo.


sábado, 6 de junho de 2020

O MOMENTO ATUAL (Conjuntura parte 2)

Se fossemos tirar uma foto do mundo atual, certamente apareceria em primeiro plano milhões de exemplares do vírus da doença denominada COVID-19. Esse é o assunto em destaque no momento. Olhando para essa ‘fotografia’, temos a impressão que ‘quando tudo isso passar’ a vida vai voltar ao normal. Não, não vai! Não só não vai porque teremos que usar máscara, e manter distanciamento social até que se encontre uma vacina, mas porque uma crise econômica e de valores sociais se instalou e não será resolvido em pouco tempo.

Na ‘foto’ da conjuntura deve aparecer milhões de pessoas que estão perdendo o emprego e outras tantas que simplesmente perderam o trabalho, como os autônomos e precarizados, trilhões de dólares gastos pelos governos para conter o avanço da doença, trilhões de dólares de perdas fiscais, milhares de empresas encerrando suas atividades e, o que é mais grave, nenhuma possibilidade de que isso se resolva no curto espaço de tempo.

Uma crise tão grave como esta só aconteceu em 1.929, quando a quebra na Bolsa Internacional de Mercadorias, gerou um período chamado de ‘A Grande Depressão’. As causas são diferentes, mas os efeitos podem ser semelhantes. Altos índices de desemprego, baixa produtividade e pouca atividade econômica associados ao alto endividamento dos governos fazem com que a crise se prolongue no tempo afetando toda a economia e levando milhares de pessoas a não terem mais acesso a nenhum tipo de recursos.

Agora, poderíamos dizer que devemos estar preparados para, de alguma maneira, atender, pelo menos os que já estão batendo à porta por algum tipo de ajuda e quiçá reforçar os suprimentos para as equipes de atendimento social. Mas, não, isso não basta. Fazer isso sem entender a real conjuntura, é o mesmo que por remédio numa ferida que sabemos não irá cicatrizar porque está gangrenada.


sexta-feira, 5 de junho de 2020

CONJUNTURA PARTE 1

Fazer análise de conjuntura é mais ou menos como se pudéssemos analisar os detalhes de uma fotografia de um local, uma cidade, um estado ou país ou o mundo em um determinado momento. Vamos imaginar que tivéssemos aqui um drone e ele tirasse uma foto a uns cinquenta metros de altura onde aparecesse toda a área onde estamos, as casas, o pátio e a área de terra. Olhando detalhadamente essa foto e outras tiradas dentro dos demais espaços, poderíamos saber com bastante precisão quais são os espaços que possuímos, como são ocupados e qual disponibilidade existe.  Juntamos a isso todos os recursos humanos, materiais, financeiros disponíveis e então podemos avaliar nossa capacidade de ação para executarmos um planejamento. Assim temos uma boa análise da conjuntura deste local.

Isso serve para uma cidade, estado, país etc. Se não somos capazes de analisar a conjuntura, ficaremos de certa forma desorientados nos encaminhamentos que damos e muitas vezes podemos decidir errado e comprometer todo o trabalho que planejamos.

Uma análise de conjuntura é essencial para que possamos decidir com responsabilidade sobre quais orientações serão passadas para os seguidores. Espera-se que os líderes tenham discernimento suficiente para orientar seus seguidores. As orientações nos levam ‘adiante’. Mas, como saber o que é ‘adiante’ ou ‘para frente’, se não sabemos o que é ‘para trás’? Para trás, é a história. Só saberemos estamos avançando se conhecermos o passado, a história, como começou, por que iniciou, como se desenvolveu, por que cresceu, quais foram as principais lutas, como superou etc.

Conhecer a história da própria instituição é fundamental para saber qual direção seguir. Todavia, não conhecer o meio onde estamos inseridos, pode nos levar a tomadas de decisões erradas e muitas vezes comprometedoras. Por isso, acredito que devemos conhecer um pouco mais o funcionamento da sociedade secular, desde o relacionamento da superestrutura, estrutura e infraestrutura, a filosofia, economia, modos de produção social, enfim como a sociedade (secular) está organizada, como funciona e ‘para onde vai’.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

CONVERSA COM CRENTES - 03/06/2020

“Governo pagou anúncios em 2 milhões de canais com conteúdo 'inadequado', diz relatório de CPI( https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/06/03/) “

 

Pela primeira vez começo esta ‘conversa’ com uma citação que não é bíblica. Mas, já que a conversa é com Crentes, imagino que o texto citado fale por si próprio e certamente muitos textos bíblicos poderão ser associados.

É possível que por muito tempo, mesmo com todas as evidências de que Bolsonaro nada tinha de cristão, além de algumas falas superficiais e um séquito de falsos profetas, os crentes, bem-intencionados, diga-se de passagem, acreditassem que esse novo governo fosse pautado pela prática do Evangelho. O combate ao comunismo, para quem não leu atentamente o livro de atos, é um discurso legítimo; O anti-petismo soava como música para crentes informados pela Rede Globo; Pastores, como Silas Malafaia, eram a certeza que teríamos um governo Teocrático onde as ‘ordens divinas’ podem estar acima da Carta Magna, claro, desde que essas ‘ordens’ sejam restritas a um determinado campo religioso. A condenação de grupos minoritários como os LGBT, Quilombolas, e outras minorias ao inferno parecia a Glória! Matar 30.000 esquerdistas era necessário para ‘limpar’ a política. Nem mesmo o histórico de defesa de práticas de tortura, pelo presidente Bolsonaro, faziam muitos crentes arredar pé do bolsonarismo.

Mas, agora, com as mazelas deixadas às claras após a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, o desejo declarado pelas posturas do Bolsonaro de que a pandemia do COVID-19 se espalhe, o envolvimento da família em processos de enriquecimento ilícito, fake News, etc, o que justifica, ainda, que alguns crentes defendam isso?

Que tal então a manchete acima: Governo pagou anúncios em 2 milhões de canais com conteúdo 'inadequado', diz relatório de CPI. Sim, conteúdo inadequado aí significa canais que espalham notícias mentirosas (O diabo é o pai da mentira- João 8:44), e sites pornográficos.

Só me resta finalizar este texto com o versículo todo de João 8:44:

"Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira.
João 8:44”.

 

 

Elairton Paulo Gehlen


MARIA CLARA E SUA LINDA CABELEIRA (II)

                      Maria Clara tinha dezoito anos quando se casou. Seus cabelos castanhos, ondulados até o meio das costas, estavam guard...