Às vezes perco totalmente a vontade
de escrever. Para que servem as palavras? Elas são ditas ao vento e colhidas de
um modo esdrúxulo, quase incompreensíveis e transformadas em textos
supostamente bíblicos nas bocas de um sacerdócio estapafúrdio.
As palavras tinham valor quando eram
seletivas e dominadas por intelectuais que se davam ao respeito. Mas, desde os
tempos Pré-Socráticos elas se degeneram em falsas composições textuais a
serviço de uma galera prostituta em busca de poder, riqueza e reconhecimento.
Bastou à Sócrates questionar os Sofistas, os Teólogos e os valores gregos e
darem-lhe uma dose mortal de Cicuta. O maior filósofo da história da humanidade
não escreveu uma única palavra que fosse editada em um livro, tudo que se tem
são as anotações do seu pupilo Platão.
A religiosidade que mata por causa da
palavra já existia, como se vê, há cinco séculos antes de outro filósofo ser
morto cruelmente pela interpretação distorcida da palavra que deveria salvar.
Só o que se tem das suas palavras são referência a alguns rabiscos que fazia na
areia da praia quando intercedeu pela vida de uma prostituta que talvez nem soubesse
ler e seria apedrejada pelos conhecedores das falsas interpretações do texto
bíblico. O filósofo da paz e do amor ao próximo tornou-se presidiário e foi
torturado até a morte, morte de cruz, numa condenação pública patrocinada pelos
líderes religiosos.
Daqui a pouco vamos celebrar a Páscoa
e as ruas estão cheias de líderes religiosos gritando por anistia para um Barrabás
tupiniquim. Sim, Barrabás, o original, era um salteador, ladrão e assassino, em
seu favor gritaram os religiosos, aqueles que tinham conhecimento da palavra
escrita. Há mais de quatrocentos anos antes de Cristo, um jovem ‘corropmpido’ pelas ideias do mestre Sócrates
fundou a Academia mais importante de estudos universais, a Academia Platônica,
considerada a primeira universidade ocidental. O pensamento mais famoso de
Platão refere-se ao Mito da Caverna’, nela,
as pessoas acreditavam que a sombra projetada na parede era a realidade da vida
delas. Essas mesmas sombras são as Fake
News atuais.
Para que servem as palavras? O Trump
acabou de apresentar um projeto maravilhoso de construção de um RESORT na orla do mar mediterrâneo, um
lugar paradisíaco para os milionários terem laser e luxúria à custa dos
miseráveis. E por falar em miseráveis, para viabilizar o projeto é preciso expulsar
daquele lugar todo um povo a quem se recusa historicamente o direito a uma
pátria. Fundamentado na palavra de que Jerusalém será restaurada sob o domínio
de Israel, acredita-se que não há nenhum problema como o genocídio promovido
sobre um povo miserável e indefeso. Mas, tem só um problema, a Palavra diz que
Jerusalém não será a mesma, a nova Jerusalém, descrita na Palavra, será
realmente nova e descerá do Céu. O propósito
dessa guerra esdrúxula é destruir o povo palestino e dar lugar à construção de
um Resort para milionários e
bilionários que nada tem a ver com as profecias bíblicas.
Mas, para que servem essas palavras
que escrevo? Nada! São completamente inúteis.
Excelente escrito amigo Elairton, felicitaciones...!!!
ResponderExcluirBom dia.
ResponderExcluirSim, suas palavras tem sentido sim, elas foram muito bem colocadas para quem sabe interpretar e tiverer um pouquinho de senso religioso e político. Realidade crua e nua.
Você é um excelente escritor, continue á escrever. suas palavras não é inútil.
ResponderExcluirContinue a escreve, suas palavras jamais será inútil.
ResponderExcluirÉs um grande escritor...escreve sempre...a IA não substituí os bons e reais...
ResponderExcluirsó escreva, você é um excelente escritor.
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